Como funciona?

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A cirurgia bariátrica funciona basicamente por dois princípios:

1 – Promove uma diminuição do reservatório gástrico (redução do estômago) levando à saciedade precoce, ou seja, você vai comer pouco e vai se sentir satisfeito.

2 – Alem desta redução confeccionamos um desvio no intestino (bypass) levando o alimento que será ingerido para um ponto mais baixo do aparelho digestivo. Este desvio provoca mudanças no metabolismo com consequências muito boas que incluem, entre outras coisas, o aumento do metabolismo basal (tendência a queimar mais calorias), inibição do apetite e estímulo para melhorar o funcionamento do pâncreas, com possibilidade de facilitar o controle do diabetes, da pressão alta e alterações de colesterol e triglicerídeo (veja tópico especifico sobre cirurgia metabólica e do diabetes).

Bypass Gástrico
Bypass Duodenal
Sleeve Gástrico
Balão e Banda Gástrica
Técnicas
Complicações

Bypass Gástrico

BYPASS GÁSTRICO OU CIRURGIA DE FOBI-CAPELLA

É a cirurgia mais utilizada no mundo todo e é a preferência da nossa equipe. Consiste em fazer um novo reservatório gástrico (estômago) pequeno (cerca de 30 ml) e costurar este reservatório com o intestino mais abaixo, cerca de 1 metro mais curto. O restante do estômago e o intestino desviado não são retirados do organismo; ficam apenas excluídos do contato com os alimentos.

Observe a sequência:

Dessa forma teremos criado um atalho no caminho do alimento (seta marrom), que passará diretamente daquele pequeno reservatório de estômago para o segmento de intestino delgado e seguirá deixando de percorrer o caminho antigo (que seria passando pelo pedaço maior de estômago e pelo complexo duodeno–pâncreas). A parte maior separadado estômago (em vermelho) não é retirada do abdome. Ela apenas fica de lado e deixa de ter a função de reservatório para o alimento, mantendo suas outras funções, como a produção de hormônios e secreções digestivas, que passarão a encontrar os alimentos mais adiante (seta laranja).

Bypass Duodenal

BYPASS DUODENAL (OPERAÇÃO DE SCOPINARO E SWITCH DUODENAL)

Algumas técnicas que também reduzem o estômago e fazem ponte (bypass) no intestino são chamadas de bypass duodenal (duodenal switch e cirurgia de Scopinaro). Seguem a mesma base, mas com uma redução menos acentuada do estômago (com menor restrição ao que se vai comer) e com um desvio intestinal maior. É outra forma de equilíbrio que tem bons resultados, ou seja, pode-se comer um pouco mais (não muito, porque o estômago também é diminuído), porém, como o desvio é mais agressivo, a absorção é menor. As perdas nutricionais podem ser mais frequentes neste tipo de cirurgia. Outra característica dela é que o número de evacuações pode ser maior, com presença de odor mais forte nas fezes. Tudo isso deve ser levado em conta antes de se optar por essa cirurgia, muito embora ela tenha ótimos resultados em termos de controle do peso e principalmente das doenças associadas, como diabetes, alterações de colesterol e pressão alta.

Sleeve Gástrico

GASTRECTOMIA VERTICAL OU SLEEVE GASTRICO

É uma técnica que vem se destacando como uma boa opção para o tratamento cirúrgico da obesidade. É diferente do Bypass Gástrico e duodenal, pois não mexemos no intestino e na sua capacidade de absorção.

A saciedade ocorre pela diminuição da capacidade do estômago que é cortado verticalmente de forma a transformá-lo em um tubo fino e estreito com capacidade de cerca de 120 ml (um pouco mais que o bypass gástrico). Outra diferença é que o restante do estomago é retirado do abdômen ( em vermelho ), incluindo o local que produz o hormônio chamado Grelina que é considerado gerador de fome. A diminuição da grelina desencadeia a diminuição do apetite.

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Desenvolvido em 2002 pelo cirurgião canadense Michel Gagner para operar pacientes muito obesos com risco alto de morte na cirurgia por doenças associadas. Ele propôs que a cirurgia fosse realizada em duas etapas: No primeiro ano, só reduzir o estômago (Gastrectomia Vertical ) sem mexer no intestino. E no segundo ano, completar a cirurgia, incluindo agora o intestino no procedimento. No entanto, quando chegou o 2o ano, vários pacientes não quiseram realizar a outra etapa por estarem satisfeitos com o resultado inicial. Dessa forma, a Gastrectomia Vertical surgiu como um procedimento isolado para o tratamento definitivo da Obesidade Mórbida.

É considerado um procedimento menos agressivo e que pode ser indicado principalmente em pacientes com obesidade não tão acentuada bem como em adolescentes ou idosos. Caso a perda de peso não seja tão eficiente o paciente pode optar por um segundo tempo cirúrgico transformando a gastrectomia vertical em um bypass gástrico ou duodenal.

Balão e Banda Gástrica

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BANDA GÁSTRICA

Consiste na colocação de uma prótese de silicone em forma de banda ou fita em volta da parte proximal (de cima) do estômago, de modo a causar um estreitamento no estômago e criar um reservatório de pequena capacidade, cerca de 30 ml. Como não é feito o desvio do intestino ela deixa de oferecer as vantagens metabólicas da cirurgia de bypass por isto é muito pouco empregada pela nossa equipe.

BALÃO GÁSTRICO

Não se trata de uma cirurgia e sim um procedimento realizado com o endoscópio. Acopla-se ao aparelho de endoscopia um balão vazio, que é transportado até o estômago, onde é preenchido com soro fisiológico mais um corante azul. A presença do corante se deve à possibilidade de o balão furar, fazendo com que a coloração azul apareça nas fezes ou seja absorvida, aparecendo na urina. Assim, a retirada do balão poderá ser providenciada antes que ele, vazio, caminhe para o intestino, provocando uma obstrução. A colocação e a retirada do balão são realizadas com mais segurança sob anestesia geral, com o paciente entubado e a via respiratória devidamente protegida, principalmente durante a retirada, quando após um bom tempo no estômago, em contato com alimentos e suco gástrico, o balão estará recoberto por resíduos grosseiros que poderiam se descolar e ir parar no pulmão. O balão insuflado tenderá a ficar acomodado em um local específico do estômago (fundo), embora, no início, ele possa ocupar transitoriamente uma posição mais baixa, dificultando a passagem do alimento e provocando náuseas e vômitos que diminuirão muito com o passar dos dias.

O tempo de permanência do balão é de seis a oito meses, após os quais deve ser retirado. O objetivo dele é ocupar espaço no estômago, simulando a sensação de saciedade, como se o paciente tivesse acabado de fazer uma grande refeição.  O tempo previsto de uso do balão é de, no máximo, oito meses. É preciso ter em mente que, após a retirada do balão, a doença volta a se manifestar, e existe uma razoável chance de o ganho de peso ser retomado. Uma boa utilização do balão é induzir emagrecimento em um paciente muito complicado, principalmente em função de doenças graves associadas. Durante o período de perda de peso com o balão, ainda que breve, podemos ter maiores chances de controlar doenças como diabetes, hipertensão e cardiopatias e, dessa forma, prepará-lo para uma cirurgia bariátrica com mais segurança.

Técnicas

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As operações podem ser realizadas por via videolaparoscópica   ou através da tecnologia robótica.

A maior parte das cirurgias é feita por videolaparoscopia, o que significa que fazemos pequenos cortes no abdome, geralmente de 0,5 e 1 cm, através dos quais introduzimos inicialmente um gás (CO2) que irá distender a cavidade interna, criando assim um espaço de trabalho. A seguir, num dos orifícios, introduzimos uma câmera que projetará as imagens internas em um monitor que fica ao lado do paciente. Nos outros orifícios são colocados os instrumentais com os quais realizaremos a maioria dos procedimentos descritos a seguir. Atualmente, conseguimos comandar os braços mecânicos de um robô (cirurgia robótica), que são utilizados com muito sucesso na manipulação de instrumentos para que haja acréscimo de qualidade. A cirurgia bariátrica apresenta uma especial adaptação ao procedimento realizado com a tecnologia do robô em função de sua delicadeza, sensibilidade e imagem tridimensional.

Complicações

Complicações

O desenvolvimento da cirurgia e da anestesia, bem como os avanços dos equipamentos utilizados tornaram o procedimento extremamente seguro. Você deverá optar por uma equipe experiente e certificada, em um hospital com uma estrutura compatível e habituado à realização do procedimento. A tecnologia envolvida é muito alta e vem aumentando com o uso da robótica. Todo o universo que cerca a cirurgia deve estar muito bem preparado, desde o pessoal da limpeza e higienização até a engenharia clínica, passando por toda a equipe médica e de enfermagem. As estatísticas mostram uma taxa de mortalidade global para o procedimento aproximado de 0,1 a 0,6%. A estatística mais importante é a que compara a taxa de mortalidade existente entre o grupo de obesos que realizaram a cirurgia e os que não a realizaram. O número de obesos que morrem no grupo dos que não operaram é muito superior ao do grupo dos que se submeteram à cirurgia.

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